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PORTUGUÊS PARA CONCURSOS

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Toda pessoa tem condições de fazer uma boa prova de português para concurso, mesmo que não goste da matéria. Apesar de comum a prática dos candidatos a concurso público dedicarem de forma mais intensa às disciplinas específicas do concurso, é indispensável atentar para o Português.

Pesquisas indicam que 1 em cada 4 brasileiros são analfabetos funcionais, ou seja, embora conheçam o funcionamento da leitura, não sabem escrever nem interpretar textos adequadamente. Quem se sair bem em Português, certamente terá um grande diferencial em relação à concorrência, afinal, é um conhecimento estratégico entre os concorrentes a qualquer cargo público.

Confira as áreas do Português que são normalmente exigidas nos editais:

– Morfologia (Fonologia, classes gramaticais: estrutura e formação de palavras) é o estudo da estrutura, da formação e da classificação das palavras, as estuda isoladamente. Está agrupada em dez classes denominadas classes de palavras ou classes gramaticais: adjetivo, advérbio, artigo, conjunção, numeral, interjeição, preposição, pronome, substantivo e verbo.

– Sintaxe (Análise Sintática) é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras dentro da frase (sujeito, verbo, objeto direto, objeto indireto, adjunto adverbial, adjunto adnominal, etc) e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. Ao emitir uma mensagem verbal, as palavras são relacionadas e combinadas entre si para que a mensagem se torne compreensível. A sintaxe é instrumento para combinar palavras e orações (orações coordenadas e subordinadas).

– Semântica estuda o significado das palavras, é importante conhecer fatos linguísticos como: sinônimos, antônimos, homônimos, parônimos, polissemia, denotação, conotação, figuras e vícios de linguagem.

– Ortografia estuda os assuntos mais importantes para escrever de modo correto: crase, acentuação, vírgula, hífen e regras de ortografia.

ATENÇÃO!

– O pronome relativo ONDE só pode fazer referência a lugar.

– Tenha uma tabela com os principais conectivos cobrados: “conquanto”, “a despeito de que”, “porquanto”.

– Sobre o estudo de concordância, procure rever a regra os verbos “ser”, “haver”, “existir”; a regra sobre “números”, “percentagens”.

– O verbo haver, no sentido de existir, jamais deve ir para o plural;

– Não se concebe que “posto que” seja utilizado na ideia de causa, é uma expressão de oposição ideológica.

– Lembre-se de circular as palavras que mais se repetem no texto, identificando, assim, o campo semântico (da significação). Caso haja fonte, observe-a atentamente.

– O examinador elabora sempre questões com a ligação entre regência e o uso do acento grave.

COMO DISTRIBUIR A PROVA DE PORTUGUÊS:

– Leia a proposta de redação, caso tenha, para que você tome conhecimento do assunto que será exigido na etapa de produção de texto. É comum a própria prova apresentar textos ou questões que podem colaborar com a construção de ideias. Nunca comece a prova redigindo o texto, você pode perder tempo, por pensar que ainda faltam muitas horas para o encerramento da prova.

– Recebendo a prova de língua portuguesa, faça um mapeamento das questões, dividindo-as em três grupos: redação oficial (se tiver), gramática e análise de textos. Resolvê-las nessa ordem.

– Inicie pela redação oficial, pois é um conhecimento que não exige muita leitura e nem muito raciocínio (conhecer as regras do Manual da Presidência).

– Em seguida, solucione as questões de gramática, são questões mais objetivas, exigindo o conhecimento de trechos do texto.

– Por fim, resolva as questões de análise de textos, comece lendo as questões. Logo após leia o texto fazendo uma leitura objetiva, ou seja, leia o texto já sabendo o que se deseja encontrar, respostas para as questões. É importante fazer provas antigas como teste.

Leia muito!

A leitura é a única ferramenta que pode lhe dar a capacidade de acertar questões apenas com a intuição, pois lhe permite acostumar com a escrita correta do Português, evitando que você caia em erros e pegadinhas existentes nos concursos públicos, feitas justamente para quem está estudando apenas o básico.

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